País
Estudo revela que alterações climáticas intensificaram tempestades em Portugal
As alterações climáticas intensificaram os efeitos das tempestades que fustigaram Portugal, Espanha e Marrocos nas últimas semanas. A conclusão é de um estudo da World Weather Attribution, publicado esta quinta-feira pela Imperial College London.
O estudo revela que, apesar da existência de incertezas nos registos e simulações feitas, “todas as evidências disponíveis indicam coletivamente um aumento da intensidade dos eventos de precipitação intensa mais extremos”.
Além disso, identifica que a influência das alterações climáticas nas chuvas intensas “apresenta diferenças regionais claras, com evidências particularmente robustas de intensificação na região norte”, com um aumento de 36% da intensidade das chuvas, e de 28% no sul.
Através de simulações feitas mediante da comparação entre dados históricos desde 1950 e de fenómenos climáticas sem alterações climáticas, chegou-se à conclusão que houve um aumento da intensidade das tempestades no norte da Península Ibérica, que também inclui o norte de Portugal.
Ao jornal Politico Europe, uma das autoras do estudo, Clair Barnes, estima que “os dias mais chuvosos sejam agora cerca de 11% mais chuvosos do que seriam sem as alterações climáticas”. Quer isto dizer que, nos dias do ano considerados mais chuvosos, a precipitação é 11% maior, como consequência das alterações climáticas.
No sul da Península e Marrocos, não foram registadas alterações em relação à intensidade das chuvas, mas Barnes avisa que “isto não significa que as alterações climáticas não contribuam também para as chuvas intensas”, mas que é “difícil detetar tendências gerais ao longo do tempo”.
Além disso, o fenómeno do rio atmosférico – coluna estreita e intensa transporta humidade e grandes quantidades de água – foi intensificado pelas altas temperaturas da água do oceano Atlântico, algo que se torna dez vezes mais provável de acontecer com alterações climáticas.
“Quando um rio atmosférico capta esta água excecionalmente quente, pode transportar maiores quantidades de vapor de água, aumentando o potencial para chuvas mais intensas em regiões como a Península Ibérica”, lê-se no estudo, que também aponta um anticiclone como uma influência para o clima extremo.
O estudo também realça a importância do planeamento a longo prazo, como a “avaliação de danos estruturais em casas, escolas, estradas e edifícios públicos”, assim como a limpeza e eliminação de resíduos, a reabilitação de sistemas de água e resíduos e a “vacinação preventiva contra o sarampo em campos de deslocados”.
No entanto, os autores realçam que o reduzido número de mortos nos três países (cerca de 49) resulta da “combinação de aviso prévio e resposta decisiva”, o que reduziu “significativamente o custo humano total do evento”.
As nove tempestades que fustigaram Portugal, Espanha e Marrocos nas últimas semanas causaram prejuízo económicos que ascendem aos 13 mil milhões de euros (6 mil milhões em Portugal, 7 mil milhões em Espanha e 280 milhões em Marrocos), com a retirada de três mil pessoas em Portugal, mais de 12 mil em Espanha e 300 mil em Marrocos.
Além disso, identifica que a influência das alterações climáticas nas chuvas intensas “apresenta diferenças regionais claras, com evidências particularmente robustas de intensificação na região norte”, com um aumento de 36% da intensidade das chuvas, e de 28% no sul.
Através de simulações feitas mediante da comparação entre dados históricos desde 1950 e de fenómenos climáticas sem alterações climáticas, chegou-se à conclusão que houve um aumento da intensidade das tempestades no norte da Península Ibérica, que também inclui o norte de Portugal.
Ao jornal Politico Europe, uma das autoras do estudo, Clair Barnes, estima que “os dias mais chuvosos sejam agora cerca de 11% mais chuvosos do que seriam sem as alterações climáticas”. Quer isto dizer que, nos dias do ano considerados mais chuvosos, a precipitação é 11% maior, como consequência das alterações climáticas.
No sul da Península e Marrocos, não foram registadas alterações em relação à intensidade das chuvas, mas Barnes avisa que “isto não significa que as alterações climáticas não contribuam também para as chuvas intensas”, mas que é “difícil detetar tendências gerais ao longo do tempo”.
Além disso, o fenómeno do rio atmosférico – coluna estreita e intensa transporta humidade e grandes quantidades de água – foi intensificado pelas altas temperaturas da água do oceano Atlântico, algo que se torna dez vezes mais provável de acontecer com alterações climáticas.
“Quando um rio atmosférico capta esta água excecionalmente quente, pode transportar maiores quantidades de vapor de água, aumentando o potencial para chuvas mais intensas em regiões como a Península Ibérica”, lê-se no estudo, que também aponta um anticiclone como uma influência para o clima extremo.
O estudo também realça a importância do planeamento a longo prazo, como a “avaliação de danos estruturais em casas, escolas, estradas e edifícios públicos”, assim como a limpeza e eliminação de resíduos, a reabilitação de sistemas de água e resíduos e a “vacinação preventiva contra o sarampo em campos de deslocados”.
No entanto, os autores realçam que o reduzido número de mortos nos três países (cerca de 49) resulta da “combinação de aviso prévio e resposta decisiva”, o que reduziu “significativamente o custo humano total do evento”.
As nove tempestades que fustigaram Portugal, Espanha e Marrocos nas últimas semanas causaram prejuízo económicos que ascendem aos 13 mil milhões de euros (6 mil milhões em Portugal, 7 mil milhões em Espanha e 280 milhões em Marrocos), com a retirada de três mil pessoas em Portugal, mais de 12 mil em Espanha e 300 mil em Marrocos.